É óbvio que a administração Bush foi péssima. Até porque Bush não tem a inteligência nem a sabedoria para ser presidente de um país e, provavelmente, de nada. A nível económico e ambiental a sua política foi um desastre, a nível de respeito pelo Direito Internacional e Direitos Humanos, George W. Bush foi de um desrespeito atroz... enfim, muito muito mau em quase todos os mais importantes e sensíveis assuntos. Sempre mal aconselhado por colaboradores que em muitas ocasiões o usaram, como meio, para obterem os seus próprios fins, Bush foi de gaffe em gaffe, de paródia em paródia até à saída sem glória, com a mais baixa taxa de aprovação de sempre.
Um dos temas mais polémicos e mais criticados da sua administração foi o da invasão do Iraque.
Este é um tema muito complexo e que pode ser analisado de vários pontos de vista. No meu, a invasão do Iraque teve benefícios e prejuízos. Logo o motivo me pareceu errado. Era óbvio para todos que mesmo que o Iraque tivesse armas de destruição maciça, nunca ninguém as iria encontrar, foi a desculpa mais à mão que Bush e o seu Vice-Presidente Dick Cheney arranjaram para esconder os reais motvos da invasão, terminar a guerra que o seu pai, George Bush, não terminara em 90 quando livrou o Kuwait das tropas iraquianas, mas fez marcha atrás e não derrubou Saddam indo contra os conselhos, precisamente, de Dick Cheney, membro da sua administração na altura, e, precisamente, do seu filho George W. Bush. Outro dos reais motivos, e não menos importante, são os inúmeros poços de petróleo da região que daria muito jeito aos EUA controlar, aliás Cheney, alegadamente, apresentou ao Presidente um mapa com todos os poços passíveis de serem controlados e de todos os caminhos e acessos. Tudo isto foi errado e é criticável, além dos milhões e milhões gastos com a invasão, guerra e manutenção de tropas no Iraque, tanto pelos EUA, como pelos seus aliados, entre os quais Portugal (apesar do nosso apoio ter sido mais moral do que outra coisa) e ainda, a maior de todas as perdas, as perdas humanas, os milhares de soldados que já perderam a vida, prejuízo irreparável para as suas famílias e países.
Contudo, e apesar de tudo isto ser verdade, uma das consequências mais importantes de toda esta história, e que é muitas vezes sonegada, e, sobretudo pelas pessoas e partidos que se consideram de esquerda, foi a deposição de um dos mais terríveis ditadores do século XX, cujo número de assassinatos está ao nível de Hitler ou Estaline. Matou e torturou milhões de iraquianos e, também, iranianos, kuawaitianos, judeus, ingleses, americanos, curdos, pensadores, jornalistas, arquitectos, entre muitas outras nacionalidades, profissões e crenças, de muitas formas, entre as quais em campos de concentração, onde promoveu horríficos genocídios. É bom não esquecer! E é bom não esquecer que estes ditadores só deixam o poder desta forma, através da força, visto que não há eleições e mesmo que as haja são eles que as controlam, tal como controlam todas as estruturas estatais que dominam através do medo. Todas as ditaduras caíram pela força, esta não podia ser excepção e nenhuma outra deverá ser excepção.
Bush cometeu incontáveis erros, mas apanhar e prender Saddam não foi um deles.
Claro que existirão sempre os fanáticos, mas o povo do Iraque agradeceu. Esperemos agora que a democracia iraquiana cresça forte e saudável.
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